Projeto Marco ZERO

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O paladar do vinho

Algo que aprendi enquanto minha irmã fazia aulas sobre vinho foi que não existe vinho bom ou ruim. Não é porque ele é doce, porque é feito de uvas de variedade desconhecia, porque é de uma marca desconhecida ou porque é barato que não é bom.

O que define se um vinho é bom ou ruim é quem o toma. Por mais que inventem padrões de qualidade, não é só porque dizem que é bom que você será obrigado a gostar.

Mas ao contrário do que eu penso, muita gente por aí tentar impor estes padrões. Padrões sobre vinho, marca, moda, etc.

Não seria mais fácil cada um ser o que é ao invés de tentar seguir padrões como se fossem um rebanho?

Concordo que traçar linhas é necessário, mas essas linhas deveriam ser usadas para que possamos definir nossos gostos e não para ditar nossa conduta.

Post escrito dá sala de espera de um hospital.

PS.: preciso de um 3G urgente


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A família que você escolhe

Algo que trago comigo desde que nasci, acho eu, é o conceito de família. Família é compartilhar momentos, compartilhar sentimentos. Com a família você compartilha alegria, vive histórias, suporta, apoia. Família é a base que te faz crescer, é quem te ajuda nos momentos difíceis, e quem está lá quando se precisa. E o melhor de tudo, a família não faz isso só porque é família, mas a relação é tão grande que a família está lá naquele momento porque está tão envolvida que toma o que ocorre como se fosse dela. E essa foi a família que você escolheu.

Sim, não estou falando de amigos, estou falando de família mesmo. Não é só porque você tem uma relação de sangue que você chama a pessoa de família, não importa a proximidade. Família é escolha, não imposição. A vida não impõe a você estar próximo a alguém que você não quer, ou próximo de alguém que não se importa ou que não quer se envolver. Nem a vida impõe e nem Deus (para os religiosos), pois Deus deu o livre arbítrio (está na bíblia, para os cristãos) para que você fizesse suas próprias escolhas, e assim seguisse seu rumo como acha melhor, e aceitar as consequências de suas escolhas.

Por que estar perto de alguém e se importar com alguém que não se importa com você ou com sua história, com alguém que não se envolve com sua vida? Me pergunto isto quase todos os dias nos últimos 10 anos. E até hoje não achei propósito e nem razão.

Quase que o meu conceito de família é igual ao de amizade, embora amizade muitas vezes sejam bem mais passageiras, é bem mais difícil que pessoas que se encontram no meio de uma jornada fiquem próximas por toda a vida. Então aprendi que família permanece por mais tempo, perdura por mais tempo. Mas percebo que as vezes ela cede. Outras vezes só um lado se importa então a ligação nunca foi real. Alguém se ilude, alguém se decepciona.

Então a família é quem você escolhe para ser família, e também deve ser escolhido, a família é algo em duas vias, é ida e volta, é dar e receber, é cobrar e ser cobrado. Nunca seja família de alguém que não te dá suporte e nunca seja família de alguém que você não irá suportar.

Hey família, tô contigo e não abro!

Atualização antes de postar:

Eu escrevi este texto ontém, mas não publiquei, senti que havia algo acontecendo e que eu deveria esperar que acontecesse, fui impedido por um sexto sentido, por uma força. Então eu esperei. E algo aconteceu, o que não vem ao caso, pois o caso é muito pessoal.

Família as vezes não precisa estar junta, unida para ser família. As vezes família está sempre lá, num segundo plano, pronta para o que acontecer, como se Deus a colocasse lá para momentos específicos, para planos maiores. Percebo hoje que a presença física as vezes não é necessária para que você mantenha as pessoas perto do coração. Espero que para aqueles que não sou presente que eu possa cumprir a minha parte na vida deles.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Abismo

Bendita pedra no meio do caminho, vira e mexe nesta estrada da vida, camuflada entre ervas daninhas no meio do caminho, tropeço nela. Com o trupicão uma explosão de adrenalina invade meu corpo, meu coração bate tão forte e tão rapido que acompanho lentamente minha queda até o chão. Mãos arranhadas e o rosto perfurado pelo pedregulho do caminho. DOR.

Ainda a dor, o susto e a agitação, me levanto, bato a terra do corpo, continuo a caminhar. Cair não é o problema, com tanto que se levanta e continue. Talvez você precise se sentar e esperar a tremedeira passar, mas sempre levante e continue.

O problema nunca foi esse, o problema é o que me ocorre de tempos em tempos. Muitas vezes a estrada é formada de um lado por uma grande muralha rochosa que vai além das nuvens, e do outro lado um abismo que não tem fim, pelo menos nunca o vi. Tomar cuidado ao caminhar por esta estrada é a principal tarefa. Mas a pedra, invisível aos olhos está sempre lá, esperando para ser o obstáculo.

Tropeço, conforme meu corpo se desprende do chão em queda livre meu cérebro injeta adrenalina em meu corpo aguçando todos os meus sentido. Meu coração bate como o de um beija-flor, cada segundo são horas, e percebo tudo ao meu redor, espero a dor do impácto, e vejo o chão passar por mim, ele se foi.

Meu corpo mergulha na escuridão do abismo como se salta-se para a água, meu coração bate mais forte, o ar me sufoca. A euforia se torna pânico, o tempo volta ao normal, meu corpo cai. A muralha se torna um borrão. Tento me agarrar na rocha e minhas mãos se ferem. A dor arrebate minha consciência. O vento atravessa meu corpo imóvel como se fosse uma pedra lançada para baixo.

Acordo, ainda caindo, não tinha fim, sabia. Achei que acordaria como se acorda quando se está sonhando e caimos, mas não, ainda estou caindo, tento mais uma vez me segurar, com mais cuidado, é impossível. Até quando vou cair? Quando morrerei? Quando vou desistir?

Quanto mais eu tento me segurar em algum lugar mais fico distante de tudo. Menores são as chances. Passam-se horas, dias, meses, anos. Minha consciência não me deixa, tão pouco minha alma, porém já não sinto mais nada, já não sei quem sou. Perco a identidade e acabo me tornando muitos. A solidão enlouquece. Sou várias partes de um vazio, caindo, esperando um dia acordar ou chegar ao fim do abismo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lugar certo mas intenção errada

As pessoas vão aos lugares com a intenção errada já. Vão a baladas, jogos, bares com a vontade de brigar. Vão a igreja querendo paquerar. Vão a escola para vadiar. Pior ainda aqueles que que vão trabalhar por 30 anos de sua vida sem ao menos um dia querer realmente ter estado lá.
Assim fica a pergunta: para que as coisas aconteção realmente do jeito certo em nossas vidas não seria importante estarmos no lugar certo com a intenção certa?
Você está realmente fazendo o que quer fazer? Realmente está onde quer estar?