Projeto Marco ZERO

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Coisas acontecem

Existem pessoas que acreditam que tudo acontece por algum motivo, por alguma razão, que nada é por acaso. Já outras acreditam na casualidade, que tudo acontece por acaso, como se o mundo vivesse imerso no caos. Eu gosto de acreditar na terceira lei de Newton onde para toda ação há uma reação oposta e de igual intensidade.


Não consigo imaginar uma vida onde tudo tem uma razão para acontecer. E muitos acontecimentos em minha vida provam que algumas coisas que acontecem parece realmente ter alguma razão para ter acontecido. As vezes esta razão parece que já estava escrita há muito tempo, outras vezes a razão é a simples reação a uma ação minha, muitas vezes ação tomada há muito tempo.

O que me deixa intrigado é que muita gente acha que realmente há uma razão para tudo, não acreditam que algumas coisas simplesmente acontecem. E então quando coisas inesperadas e que não as agradam acontecem, elas ficam obcecadas por encontrar a razão, encontrar o porque. Perdem o sono, perdem o sossego, a paz, e algumas vezes a dignidade.

Mesmo que para tudo exista alguma razão, algumas vezes esta razão não está ao nosso alcance, e provavelmente a maioria delas é apenas reação a alguma ação sua ou de alguém que estava envolvido na história direta ou indiretamente.

Deus nos deu o livre arbítrio para respondermos por nós mesmos, para tomarmos nossas próprias decisões e respondermos por isso. Geralmente a razão por tudo que acontece é você mesmo ou alguém a sua volta, assim fique esperto ao permitir outras pessoas agirem na sua vida.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ter razão ou ser feliz?

Lógico que ter razão. Sou contra a hipocrisia dos fracos, dos perdedores, dos chorões.

Provavelmente você alguma dia por aí recebeu aquele velho PowerPoint reciclado de tantos anos atrás onde conta uma historinha bonitinha entre ser feliz ou ter razão, sempre com um fundo musical irritante e melado. Uma das poucas coisas que aprendi com este PPS é acobertar uma situação deixando alguém, que provavelmente não tem razão na história, feliz com uma situação ilusória.

Minha mãe talvez não concorde com a colocação deste post, ela me acha meio radical, mas ela e meu pai sempre me ensinaram a falar a verdade, ser verdadeiro e transparente com os outros. E eu também aprendi que a verdadeira felicidade está na verdade. Quem vive uma felicidade na mentira a têm sustentada por alicerces frágeis feitos de pena e cipó.

E sempre que há uma discussão onde alguém tem razão e a outra pessoa não, se você tem medo de não ter razão e sua felicidade dependeria de ter razão, bem, não entre em discussão, pois o risco é geralmente de 50%.

Discurso de quem perde, SIM! Se é tão importante para você, que perdeu, ter razão, por que seria diferente para quem a tem de fato? Chantagem emocional, apelo a pena humana.

Ainda mais em discussões bobas, que para quem deveria perder (por não ter razão) ganha sem perder nada em troca. Só que para quem deveria ganhar, mas perde, além da razão, perdeu também a verdade, a transparência. E perdeu tudo isto para quê? Para uma discussão boba que não levaria a nada. Os papéis se invertem, os valores se invertem, não importa o quão relevante seja.

Por isso digo, seja quem você é sempre, e não só de vez em quando, comemore suas vitórias e aprenda com suas derrotas. Aceite a vida como ela é, pois embora o agora seja difícil, no amanhã você não terá arrependimentos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vou vender coco na praia

Quantas vezes você não socou a mesa, estressado, enraivecido, ou apenas cansado e soltou aquela famosa frase "vou vender coco na praia".

Poxa gente, vocês acham que vender coco na praia é molesa? Vender é uma das profissões mais difíceis do mundo, convencer alguém a levar seu produto. Pois mesmo que o consumidor queira seu produto ele quer mais barato, ele quer diferente, ele quer com fritas (no meu caso com bacon), ele quer algo diferenciado.

Eu lembro da reportagem que fizeram com o Kiki da Praia Grande/SP/BR, o cara vendia sanduiche (iche iche) natural, nada demais, porém o jeito que o cara vendia, a animação, o "algo diferenciado" rendeu para ele uma pequena empresa, trabalhar só na alta temporada (e como ele trabalha, caraca), alguns funcionários e muito (mas muitos mesmo) bens. Mas é fácil? Não né! Ele é um dos outros 500 caras que vendiam algo na Praia Grande, ele ascendeu, e o resto? Bem, o resto está vendendo coco.

O maior problema é que somos escravos do "bem-estar". Dessa sensação de conforto que um emprego, dinheiro, televisão, carro, casa, e outras tantas coisas nos dão, esta super sensação de viver bem. E não se enganem, vocês estão certos. Não serei hipócrita a ponto de falar que estas coisas não são importantes, não trazem conforte e bem-estar. Oras bolas, todos esperam o salário no fim do mês para poder gastar, todos chegam em casa a noite para poder assistir uma TV, acessar a internet, ler o livro em uma cama macia. Não que todos consigam isto, a miséria hoje no mundo é muito grande, este conforto que falo não são para todos, infelizmente. Mas acredito que para a maioria que acessa este blog deve fazer algum sentido.

Na verdade é mais fácil para alguém que não tem tudo isso lagar tudo para vender coco na praia. O que na verdade dou muito valor, já que precisamos de pessoas em todas as áreas. Me revolta saber que um cara que chuta uma bola em um quadrado ganha milhões, e aquelas pessoas que são responsáveis pela comida chegar no nosso prato (alguém teve que plantar, colher, transportar), por termos uma casa (alguém teve que construí-la), ganhar um salário mínimo, as vezes mais, mas nunca chega perto ao salários que um infeliz onde o único objetivo na vida é chutar uma bola (oras bolas again). Perceba a inversão de valores de nossa sociedade. A filha da puta excelentíssima da Dilma terá aumento de 133%, ou algo assim, e quem votou nela, ou em qualquer político? Qual será o aumento? Mais de uma pessoa já se declarou anarquista para mim, assim como quem quer vender coco na praia, é escravo do capitalismo.

Capitalismo não rima com anarquismo, rá, pegadinha. Mas não rima mesmo. O capitalismo precisa de ordem, de quem manda e quem obedece, de quem ganha e de quem perde. Do mesmo jeito que capitalismo não rima com comunismo, nem socialismo. Veja que até o mais vermelho dos partidos brasileiros se rendeu ao verde do dollar. Dilma, Lula e toda a corja petista são um bando de vendidos. E eu nem preciso saber dos podres deles para falar isso, é só ver o que a mídia nos trás nestes 8 anos de história. Mas quem os segue, assim como quem segue qualquer partido, são cegos ou oportunistas (a inocência de uma criança na mente de um adulto se torna burrice).

Se você leu até aqui, você tem muita paciência. A verdade é que o problema não é o trabalho, o dinheiro ou o coco. A vida atual nos trás responsabilidades desde que nascemos: estudar, ser alguém, ganhar dinheiro, casar, ter filhos, comprar uma casa, comprar um carro, estudar de novo (perceba que estudamos umas 5 vezes em nossas vidas). E uma hora nos cansamos disso tudo, e queremos largar esta vida e deixar de ser nos mesmos, mas não importa onde vamos, tudo isso nos segue, pois está em toda a parte. O mal do mundo é a humanidade, não há como fugir sem ir para o inferno direto.

Então minha dica para vocês todos que estão tão cansados que vender coco na praia parece ser uma boa idéia. É hora de tentar descansar, fazer algo que gostem, ignorar um pouco os problemas da vida, desistir agora não resolverá seus problemas. Você tem que enfrentar a vida, mas ela lhe dará um tempo para descansar entre uma batalha e outra, aproveite este tempo, saiba reconhece-lo.