Projeto Marco ZERO

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre as coisas...

Bisbilhotando rascunhos antigos achei este texto... talvez interminado...

Sobre os sonhos: é um pão doce cortado no meio com meleca doce dividindo as metades...

Sobre o amor: maçã enfiada num palito com uma calda superdoce em cima...

Sobre a paixão: é um óleo de amêndoas, vá em um supermercado e procure "Óleo de Amêndoas Paixão"

Sobre o nada: um espaço muito muito muito grande cheio de vazio...

Sobre o alguma coisa: no final alguma coisa é nada mesmo...

Sobre a vida: Você pode odiá-la ou ignora-la, mas gostar dela é impossível. -> by Marvin

Sobre a musica: A musica espanta meus demônios, então levante e comece a dançar...

Sobre a busca: Geralmente acaba quando encontramos... ou quando desistimos

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quem sou eu?

No Zodíaco sou Capricórnio, o décimo na ordem, do elemento fundamental Terra, regido por Saturno (o "senhor do tempo e da razão"), represento a estabilidade, a praticidade, o esforço e a ambição, determinado, trabalhador, persistente, disciplinado e responsável.

Para os chineses sou o Cão, já do elemento Água. De mente poderosa, egoísta, corajoso, sem paciência, honesto, amoroso, amigável, atraente, generoso, de coração quente e teimoso.

Na mitologia Yorumba sou filho de Ogum (São Jorge), sou de espírito forte, prático, inquieto, explosivo, curioso, de temperamento difícil e rebelde. E finalmente tenho um grave conceito de honra (e isto me assusta pois é a frase mais real até agora).

Para os meus pais sou filho. E além de filho, em minha família, sou irmão, neto, sobrinho, primo.

Sou namorado. E sou mesmo achando que nunca seria.

Perto de uns sou jovem, de outros sou velho. Mas o que vale não é a idade, e sim a cabeça, como a mente trabalha. E assim funciona também as amizades, o que vale é como você pensa, como você é, e não quem você é ou o que você tem. Para ser amigo sempre me bastou uma boa conversa sincera e simples.

Sou tantas coisas, tantas pessoas, que faço jus a expressão múltiplas personalidades. É impossível ser o mesmo com todos, cada um trato de um jeito, cada um trato como gosto, cada um trato como me tratam, sempre disse que na maioria das vezes eu reajo, assim sou o que sou com você pelo que você é quando está comigo, e eu acho isso justo. E extrapolo quando falo que sou o que sou com você pelo que você é com todos, pois mostra o seu carater, a sua honra, e isso importa para mim.

Para cada pessoa sou isso aí, uma fatia desse bolo de gente.

Mas o que sou para mim mesmo? Quem sou eu quando estou só em meus pensamentos? Quem sou eu quando estou só e não estou pensando em mais ninguém?

Faz muito tempo que quando paro não penso em mim, faz tanto tempo que as vezes sou um estranho para mim mesmo, e estranho minhas atitudes perante aos outros, me perguntou "por que fiz isso? por que agi assim? será que sou assim?".

Já dizia Sócrates "conhece a ti mesmo". Eu sei quem os outros acham que sou, mas para encontrar a felicidade, superar obstáculos, enfrentar desafios, desbravar o novo é necessário conhecer a ti mesmo.

Qual o seu tamanho? Sua força? Quão alto você consegue gritar? Para onde seus sonhos te levam? O que você mais deseja? O que você deseja você realmente deseja ou só acha que quer?

Não sou filósofo, não sou grego, não sei bem quem sou. Sei bem o que não sou. Mas isso não basta no momento.

Aquele que não sabe quem é caminha conforme o fluxo, vai até onde os outros vão, limita-se a fazer o que todos a sua volta fazem. Prefere andar em grupos, bandos, rebanhos...

Aquele que conhece a ti mesmo, aquele que conhece seus próprios sonhos, conhece seus próprios limites, vai além, toma decisões sozinho, e assume a responsabilidade por seus atos, muitas vezes essa pessoa cai e, quando cai, ela aprende, e tenta novamente se for este seu sonho, seu desejo. Nessas aprendemos até mesmo o que não devemos mais desejar.

Hoje percebo que meus sonhos eram apenas panfletos em uma estante, meus desejos eram apenas encartes de CD, hoje descobri que um dos meus maiores sonhos é tão simples, e ao mesmo tempo tão grandioso que mudará toda minha vida e quem eu sou, assim logo eu conquista-lo. Descobri também há pouco tempo sonhos menores e que posso conquistá-los facilmente, basta eu me empenhar. Hoje troco os sonhos que sociedade me vende pelos meus próprios, feitos em casa, na penumbra de meu quarto.

E é assim, estou na luta para conhecer esta pessoa que sou eu, é difícil e as vezes me perco, mas vale a pena.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Mão Esquerda

Caminho nas sombras
Minha missão corrompe minha alma
Minhas asas manchadas de sangue
A lâmina da minha espada envenenada

Para todos que caminham sobre a terra sou o fim
A sentença que puxa pelo braço
O brilho que cega o corpo

De dama não tenho nada
A lista que queima em minhas mãos ninguém deseja
Muito menos a minha sorte
E minha eternidade

Enquanto teu sangue correr por tuas veias
Não desvie o olhar de mim
Sou o único caminho

Aqueles que saltam em busca do desconhecido
Sem minha companhia
Perdem-se na escuridão
Nunca encontrarão a paz

Caminho sozinho
Caminho nas sombras
Caminho entre todos
Caminho para o fim

Puxo pela mão a fila que seguirá comigo
Para onde a dor não existe
Para onde a solidão está ausente
Para onde todos pagarão seus pecados

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Minha teoria da relatividade

Há alguns anos atrás eu li um artigo que falava sobre a percepção dos dias em nosso cérebro, como nosso cérebro armazenava o nosso cotidiano, o nosso dia-a-dia. Muito curiosamente o artigo dizia que se de segunda a sexta fizessemos todos os dias a mesma coisa, mesma hora de levantar, mesma rotina do café da manha, mesmo caminho de ida e volta do trabalho, os mesmos problemas, o jeito de sempre reclamar de tudo. Se fizessemos todos os dias exatamente a mesma coisa, ao invés de nosso cérebro encarar estes dias como segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira, ele iria encarar assim: você, fulano de tal, viveu este dia 5 vezes.

O que parece a mesma coisa, viver 5 dias ou viver 5 vezes um dia, altera totalmente nossa perceção da vida, como todo dia parece igual você tem a sensação de não viver, não importa o que você fez ontem, hoje é igual, e amanhã também o será. Você não lembra o que comeu ontem a noite? Não se preocupe, é a mesma coisa que você está comendo hoje e será a mesma de amanhã. Você não deu importância à janta de ontem assim como não dará à janta de hoje. Assim, vivendo essa rotina de dias iguais, os anos passam e você simplesmente não fez nada a vida toda. Não importa quantos anos, você está preso no tempo vivendo o mesmo dia.

E é neste momento que surge a minha relatividade, além da sensação de nunca terem feito nada, o que eu sempre vejo por aí é a sensação do tempo estar passando rápido demais, como dizem muitos por aí "o tempo voa", "nossa como este ano passou rápido", "já estamos próximo ao natal", etc. E todos percebemos cada ano passar mais e mais rápido.

Mas é lógico que os anos, a cada ano, passa mais rápido, Einstein já deu a letra há muitos anos para nós. Os dias permanece igual, o tempo permanece igual e constantes. Mas nós não vivemos o tempo em relação ao tempo, nós vivemos o tempo em relação à nossa vida. Cada ano que passa, relativo a nossa vida, o ano se torna menor.

Perceba que para uma criança de 2 anos, aquele ultimo ano que ela viveu foi metade da vida dela, um ano era o dobro do que ela já havia vivido. Assim, quando você estava no primário e tinha 10 anos, aquele ano entre 9 e 10 foi um décimo da sua vida, se dividíssemos a vida em 10 partes uma parte seria toda destinada aquele ano.

Mas e hoje em dia? Eu tenho 27 anos, em pouco mais de 4 meses farei 28 anos. Quanto deste ano, em relação à minha vida, este ano significou? Pouco mais de 3,5%, é lógico que o ano está menos, é lógico que ele passa mais rápido que o ano há 10 anos atrás. Quando eu tinha 10 anos 1 ano significava 10% da minha vida, quando eu tinha 2 anos 1 ano significava metade de toda minha vida.


Encarando assim, os anos passando cada vez mais rápido e a vida cada vez mais igual, eu ainda acho válido a sugestão do artigo que eu li há muito tempo atrás. Ele sugeria você mudar a sua rotina todo o dia, mesmo nas pequenas coisas, e tentar ao máximo não fazer mais de uma ou duas coisas ao mesmo tempo.

Para variar as pequenas coisas você pode mudar o seu trajeto de ida e volta do trabalho ou escola, mesmo que você mude apenas uma rua, e perceba esta rua, preste atenção nela. Tente não comer sempre as mesmas coisas do seu cardápio, varie, experimente coisas novas. Não coma na frente da TV, deguste a comida, perceba seu sabor. Preste atenção nas pessoas, ouça o que elas tem a dizer, ao invés de ficar pensando em si mesmo enquanto elas falam desesperadamente.

E cuidado com os excessos, falam que se você viver cada dia como se não houvesse amanha, um dia você acerta. A pergunta é: você quer mesmo correr o risco de estar certo um dia? Procrastinar pode se tornar uma doença, já abraçar o mundo e engoli-lo sem saborea-lo pode se tornar um desperdício.

Viver é tão simples como deixar o tempo passar através da sua alma. Já perceber a vida exige treino e disciplina. Lembra? Você deveria ter aprendido isto na escola.