Projeto Marco ZERO

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Zona de Conforto

Layout do blog reformulado e para estreá-lo vamos a um post curto que surgiu de um devaneio enquanto teclava agora a noite com a MR.

O problema maior é sempre o medo de mudar e de assumir as consequências.

Maior ainda quando o problema é a preguiça de sair da zona de conforto.

Mas eu conheço gente pior, que prefere arriscar um pé para fora da zona de conforto, e depois volta o pé para dentro, esperando que ninguém o tenha visto com o pé para fora, e com medo de assumir que colocou o pé para fora e assumir a consequência por isso.

Acho que na verdade todos somos um pouco ou muito assim. Depende de você e de entender que life is not fair.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Expremido

Hoje quando acordei (3 de julho de 2010) eu estava desesperado, um cansaço dominava minha alma, olhei para o espelho e pensei "preciso parar". Já no banho me perguntava "parar com o que?".

Alguns falam que o dia é dividido em 3 partes: trabalho, vida pessoal e descanso. Se o dia tem 24 horas eu tenho 8 horas para descansar, para trabalhar e para viver. E embora eu adore dormir, acho gostoso demais, é um tempo que eu vejo como perdido. Certa vez estava lendo uma teoria de um cara que estava tentando não dormir, nunca mais. Ele tinha a idéia de dormir pequenos pedaços de tempo durante o dia não gastando mais que 3 horas de sono picada entre períodos de descanso de no máximo 30 minutos. Eu cheguei a pensar em realizar isto, mas para mim é impossível. O corpo chega um determinado momento que agride minha mente pedindo descanso.

E então me sinto um limão bagaçado entre os cubos de gelo de uma caipirinha, estou lá, expremido. Hoje durmo em torno de 5 a 6 horas por noite, porque meu corpo exige, não a mente. E há dias que as horas que faltam para chegar as 8 horas de descanso diárias recomendadas pelos médicos me faltam.


Trabalho é rotina, é assim que vemos aquilo que fazemos todos os dias sem perspectiva de término. No meu caso trabalho e estudo. Lembro que desde muito tempo minha mãe fala, de domingo a sexta, para que eu "não volte tarde, amanha você tem que acordar cedo, você precisa descansar". E eu sempre respondo "quando eu morrer eu descanso mãe" ou "preciso aproveitar agora que aguento essa rotina maluca, um dia não irei aguentar e terei realmente que descansar". A verdade é que esta frase da minha mãe é a mais injusta do mundo para mim, porque ela afeta os três pilares da vida, o trabalho, o descanso e o viver. É neste momento que é arremessado contra meu rosto uma palmatória cheia de pontas, porque eu não equilibro a minha vida como a sociedade manda. Mas eu realmente quero que a sociedade se foda.

A verdade é que o mais importante da vida é o viver, é aquele um terço que você sempre deixa de lado. Você trabalha para ter condições de viver melhor, você descansa para aproveitar os tempos que você vive. E você dá tanta importância ao trabalho e ao descanso que você acaba deixando o viver de lado.

"Parar com o que?". Que pergunte cretina a minha nos primeiros minutos da manhã. Como assim "parar com o que?"? Eu não posso parar com nada. Eu trabalho, estudo, leio, escrevo, namoro, almoço, janto, bebo, converso, durmo, viajo, e mais tantas coisas que nem posso enumerar. Parar com o que então? Eu não vou parar é com nada, preciso dar um jeito de esticar meu dia. Preciso de um dia de 34 horas, onde 10% eu durmo, uma hora antes de dormir eu fico deitando pensando sobre meu dia e eu tenho 30 horas para todo o resto. 8 horas para trabalho, 2 horas para refeições, e 20 horas para viver de tantos modos quanto me forem possíveis.

Viver é uma arte, viver é um dom que nem todos tem.

domingo, 4 de julho de 2010

Augusto Cury - O vendedor de sonhos

E eu me pego presa a um livro que parece não ter fim.
No começo, como sempre dou uma chance ao livro.
Toda vez que começo a ler um de meus queridos companheiros das noites de insonia eu anuncio: Você tem 35 páginas para me conquistar.

E este me conquistou logo nas primeiras 7.

Eu leio livros. Muitos. Mesmo.
Costumo ler 3 ao mesmo tempo. É vício, mania. Prazer.

Eu amo ler.

Leio tudo. De livros a jornais, revistas, blogs, bula de remédio (morro de rir das bulas, são mais engraçadas do que muita gente, do que muitas coisas. Mas hoje não vem ao caso).

E cá estou, na página 151. O livro tem 290.
A questão é: eu leio um livro de 500 páginas em 3 dias, este não chega a ter 300 e estou presa a ele faz 6 meses.
Seis longos meses. Já passou o verão, o outono todinho e estamos entrando no inverno. E nada acontece.
Eu não sinto vontade de devorá-lo. Eu não o leio com vontade.
E o conteúdo é bacana. O enredo é atraente.

Cá entre nós, não gosto muito do jeito de escrever do Augusto Cury, acho que ele enfeita muito os sentimentos que são descritos.
Não que eu goste de enrolação, mas também não gosto de tudo jogado na lata. Perde a fantasia.


Este livro fala sobre Sonhos, sobre o que você sonha, sobre o que sonhamos. Como vivemos nossas vidas medíocres diariamente sem sonhar, sem almejar algo melhor, algo maior.
Já apliquei muitas frases ao meu dia a dia. Já repliquei sentimentos que foram gerados as pessoas ao meu redor.
Todos os dias eu aplico a minha vida o que me é dado através da leitura.
E ele escreve exatamente o que as pessoas precisam ler. Mas as pessoas não leem.

As pessoas assistem televisão. As pessoas fofocam na rua depois do almoço, no escritório. E não é sobre o que ele escreve.
E isso me incomoda.

Talvez seja isso.
Talvez eu queira ver o efeito do sonho que está escrito virando realidade. E como aplicar a realidade a pessoas que não sonham?

Eis a questão!

Maria Rita Piratelli
www.twitter.com/meninacomsono