Projeto Marco ZERO

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Surpreenda-me se for capaz

Aqui deveria estar escrito a parte 3 do conto que eu estava escrevendo (Cinza e Meia-noite no jardim do bem e do mal), mas assim como muitos dos sonhos que temos a noite, eu acordei no meio deste conto e eu não sei qual o fim dele.

Sim, eu tinha um plano, eu iria falar sobre carnaval, já que era época, eu ia falar sobre o Pierrot (o cara do conto), a Colombina (a mina do conto) e o Arlequim (um zé migué qualquer que iria aparecer para se fuder no final), iria tentar continuar sendo surreal, e iria trazer o sonho ao mundo real. Mas por mais que eu me esforçasse para tentar escrever algo, nunca era aquilo que eu realmente queria. Eu havia acordado no meio do sonho, e não estava conseguindo sonhar sua continuação, não estava conseguindo chegar onde eu queria. Então lembrei que as vezes as coisas simplesmente acabam no meio, e estou aqui escrevendo agora.

Acho que os melhores sonhos que tenho são aqueles que envolvem amor, mas o problema de quem sonha muito com um amor, quem idealiza muito um amor, acaba por fechar as portas do seu coração para o mesmo. Pois acaba parando de olhar para fora e fica olhando só para dentro, e eu aprendi que não é olhando para dentro de si mesmo que você irá encontrar um grande amor.

É preciso deixar as portas do coração abertas para que o amor entre, e é preciso muita coragem e força para reabrir as portas do coração depois que elas se fecharam uma vez, ou quando elas já se fecharam várias vezes...

Mas acho que o melhor jeito de se tratar com o amor é desafiar a vida a te surpreender, e estar disposto a aceitar cada novo desafio que ela coloca a sua frente, aceitar cada oportunidade, e não se fazer de preguiçoso ou de acomodado.

As vezes a vida nos coloca em determinadas situações que temos que sair sozinhos, mas não tem problema, continue esperando uma nova oportunidade, ela pode não acertar na primeira e você não deveria desistir de primeira também.

Então, é uma sugestão minha, proponha a vida te surpreender, e comece aceitar as oportunidades que ela te proporciona, você verá que muita coisa irá mudar, é só observar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Teoria da Felicidade

Durante o dia eu recebo inumeras frases, textos, apresentações em power point, videos e os mais diversos e criativos e-mails com a Teoria da Felicidade. São e-mails dizendo quais os segredos para se ter uma vida feliz, saudável, como encontrar a pessoa amada, como segurar a pessoa amada, como manter os amigos próximos, como perdoar. Estes e-mails mostram a você o quanto sua vida é bela, e dão exemplos de vidas infelizes para você comparar com a sua.

Antes eu lia todos estes e-mails, hoje eu filtro por assuntos mais interessantes e quando alguém manda só para mim, sem outros e-mails no remetente.

Mas essa teoria é falha, tudo que está escrito é bonito, coerente, e quase todo mundo concorda. Mas muitos destes e-mails estão rodando por aí a quanto tempo? Pelo menos 1 década, que é o tempo que acesso e-mail frequentemente. Estes e-mails já deram a volta no mundo mais vezes que o Lula. Se eles realmente funcionassem hoje teríamos uma sociedade mais amável, mais coerente, menos violenta, sem pessoas carentes, sem pessoas isoladas, sem grupinhos, enfim, uma sociedade linda.

Mas não funciona, as mensagens são lindas e blah blah blah, mas enquanto as pessoas não começarem com uma atitude, começarem a reagir, a fazer o que se propoem a fazer, de nada adiantará ficar encaminhando milhares destes power points bonitinhos.

E eu não falo só de fazer a sua parte, como aqueles "estou fazendo minha parte, blah blah blah, cada um tem que fazer a sua". A sociedade é uma rede neural altamente complexa e mergulhada no caos, se não cobrarmos os outros de fazerem sua parte, ninguém fará, não adianta você fazer a sua se não cobrar as pessoas ao seu lado.

Não basta simplesmente vibrar, você deve vibrar as unidades ao seu lado e forçar elas a vibrarem outras...

Bem, se você chegou até este ponto do texto vai perceber que todo ele só é mais uma Teoria da Felicidade tentando argumentar e falar mais um pouco de como as coisas deveriam ser. Neste momento este texto se auto-explode porque critíca a si mesmo, entrando em contradição ele some em uma fumaça branca de insight.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Número 3

Se existe algo que me deixe estranhamente atraído são números... sim números. Tudo no universo tem uma equação matemática que explica ou complica cada coisa.

Talvez se existe uma equação que me explique seria:  

8 = ((-1) * 3) U 3

Teóricamente impossível? Sim. Na verdade é impossível, mas este sou eu. Eu me enquadro nesta equação sendo o número 3. Sim, o número 3 mesmo, não é engano. Sempre que você ver um número 3 por aí caminhando poder ser eu.

"O três é o número natural que segue o dois e precede o quatro. O 3 é o segundo número primo e o primeiro número primo ímpar. Para além disso, o 3 é o primeiro número primo de Fermat (n = 0), e o número primo de Fermat seguinte é o 5. É o segundo número primo de Sophie Germain e o segundo número triangular." (by Wikipedia)


Na verdade quando me defino como número três é pelo que ele significa para mim. Por muito tempo o número que menos gostei foi o número 3 e o número que sempre gostei foi o 8. Com o tempo o 8 foi ganhando significado simbólico, ele se tornou um número de sorte, 8, 18, 28, 88 e assim por diante. Ele se tornou o simbolo do infinito quando deitou-se na minha frente, assim ele se tornou meu universo.


Então certo dia divagando sobre o número que as pessoas consideram número do azar, senti uma certa afinidade por ele, o número 13 me tocou, e então comecei a segui-lo. Eu tinha um novo interesse, e contrário a todos agora o número 13 era meu número da sorte. Ainda gostava do número 8, mas comecei a perseguir o número 13.



Mas eu não parei por aí, logo depois assisti o filme Número 23, e o número 3 me trouxe uma nova visão. Foi então que percebi que não eram os número 13 ou 23 e sim só o número 3. Ele que eu não gostava na infância era parte de mim, e eu não gostava do número 3 porque eu não me aceitava de verdade. E vi que o número 3 era parte do meu número 8.

O número 8 é formado por dois números 3, um de frente para o outro, e um destes número 3 sou eu esperando que a vida me traga o meu par, me complete, não numericamente, mas simbolicamente, que traga o amor da minha vida para que assim eu possa completar meu universo.

Demorei muito tempo para entender a minha vida e o que eu buscava nela, hoje em dia as coisas são nítidas, mas ainda com um futuro incerto, aprendi a esperar e a observar calmamente as pessoas que atravessam meu caminho. Hoje sou número 3, mas sei que um dai encontrarei meu par e seremos eternos.