Projeto Marco ZERO

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

É Natal

Mais uma vez é Natal. Percebo conforme os anos passam que a magia em volta do Natal se esvai, a cada ano que passa essa data se torna apenas mais um feriado ao invés do dia mágico onde toda a família se reunie e trocamos presentes.

Não, eu não fico mais esperando um grande brinquedo que fiquei três meses pedindo insistentemente aos meus pais. Também já não espero mais a vinda do Papai Noel, hum... e nem do Coelhinho da Páscoa e nem da Fada dos Dentes... Talves daqui há alguns anos eu me transforme em Papai Noel... hum... e provavelmente eu nunca me fantasie de Coelhinho da Pásco, é meio gay...

E todo ano é aquela mesma piadinha: nossa, você faz aniversário na véspera de Natal, você deve ganhar só um presente né?!

Quando eu era criança essa frase poderia me deixar triste ou nervoso, mas hoje em dia?!?!?!

Pois é, também faço aniversário na véspera do Natal... e não, minha mãe nunca pretendeu me chamar de Natalino e nem Jesus, muito menos Vesperanto.

No passado também esperava ansioso o meu aniversário, o dia do meu aniversário... Ah! Ficar mais velho, um passo a mais para a independência, para aquilo que os adultos sempre fazem... Mas acho que nunca parei para ver o que eles tanto faziam, se tivesse parado para observar um pouco só, cada aniversário seria um martírio para a chegada da vida adulta, eu iria querer ser criança para sempre, sempre, sempre e sempre.

Lista para as coisas legais de quando eu crescer:
- Ter um carro super maneiro e viajar o mundo inteiro com ele (3 problemas: comprar o carro, colocar gasolina no carro, ter tempo para tudo isso)
- Ter 5 empregos super maneiros ao mesmo tempo: engenheiro automobilistico, investigador, astronauta, lutador de vale-tudo e ser superpoderoso (sim, para mim isso era emprego, e não sei como faria para trabalhar nos 5 ao mesmo tempo)
- Ter muito dinheiro (eu realmente achava que isso era fácil)
- Ser mestre em todas as artes marciais (eu também achava que isso era fácil)
- Morar sozinho numa casa super legal desenhada por mim (eu realmente gostava de gastar quando era criança)
- Hobbies: pilotar aviões, viajar o mundo conhecendo tudo, colecionar armas, construir armas medievais

Bem, até hoje, consegui comprar meu carro, tenho um emprego de analista de sistemas, já viajei para alguns lugares bacanas, não sou rico mas vivo bem, vivo bem e ainda com meus pais, e meu maior hobbie é ler. Ah! já treinei Hapkidô, sou faixa laranja de Karatê e amarela de Taekwondo, nesta mesma ordem, mas hoje sou sedentário mesmo.

O tempo passa, ganhamos experiência... na verdade não ganhamos experiência de graça, a vida nos cobra algumas coisas por estas experiências.

Enfim, é Natal, todo mundo fala que é tempo de paz, tempo de amor. Eu achava que todos os dias do ano deveriam ser de paz e amor, bem hippie assim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Viver, viver e viver

Lembrem-se todos, não há nada mais maravilho do que viver, aproveitem a vida, aproveitem cada segundo de suas vidas, Deus a deu para vocês para que sintam sintam o prazer de viver... comam a vida com as mãos, deliciem-se...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

De braços abertos

Acho que que a maioria já sonhou que estava caindo, e num repentino susto e falta de ar acorda como se não tivesse certeza se era um sonho ou se ainda despencava ao encontro do chão...

Algumas vezes cheguei a acordar com dor nos ombros e peito tamanha era a força que fazia para tentar me manter longe do chão...

Já tive diversos sonhos como este e de tantas sortidas maneiras. Tropeçar e cair, simplesmente estar despencando, ser empurrado e... e talvez o mais interessante, se jogar de algum lugar alto... É as vezes fazemos loucuras em sonhos, nos atiramos do precipicio, sem nenhuma certeza, sem ter o que pensar, fazemos isto de forma quase consciente, mas mesmo assim acordamos pouco antes do impacto com o medo que toma a alma.

Acho que quanto mais medo temos dentro de nós, mais estes tipos de sonhos nos perseguem. A vida é como um grande precipício que na maior parte do tempo estamos lá no topo, simplesmente vivendo, e temos medo de olhar para baixo, mas mesmo assim a excitação de observar o finito é grande. E quanto mais medo temos de viver, menos queremos observar a nossa volta e mais olhamos para baixo. Se o medo for muito grande, nos inclinamos tanto que caímos. Simplesmente caímos.

Mas sabe o que não nos contam?! Ninguém nos conta que temos asas para voar. Então quando caímos, contraímos todos os musculos pois o medo toma nossa alma, encaramos um fim certo, e desistimos... Simplesmente desistimos.

Mas o segredo não está no poder de voar, e sim em entregar-se a queda, pois esta queda levará você à outros tantos lugares, longe de tudo que fez você pular. Então quanto não der mais para ficar fazendo um piquinique em cima do alto precipício, e for inevitável saltar de encontro ao chão, abra seus braços e sinta o vento tocando seu corpo e a emoção cativando sua alma, ao invés de sentir medo.

Verá então, quando se entregar, que neste momento suas asas abrirão e inpulsionará para o horizonte, para o infinito. E então o mundo será pequeno para você, e não haverá limites para o que você quiser fazer.

Veja que eu falo de se entregar ao novo, ao diferente, e não ao medo. Você nunca deve se entregar ao medo, mas deve entregar sua vida ao que está por vir, ao novo, deixando para tras o passado, pois ele pode ter sido bom ou ruim, mas já passou, não importa, o que importa é o que você aprendeu e que ele já passou, não volta mais.

Voem meus queridos leitores, voem em direção ao seus futuros sem medo de ser feliz, sem medo de arriscar e sem culpa de tentar.