Projeto Marco ZERO

domingo, 23 de setembro de 2012

The End!

É o fim, adiei este post o máximo que pude justamente por não saber o que escrever. Simplesmente não sabia como poderia expressar o fim.

Acho que dos meus projetos online este foi o que teve maior sucesso, escrevi o que quis, do jeito que quis, convidei pessoas para escrever aqui, sempre pessoas muito especiais. Tive certa audiência, insignificante perto de blogs conhecidos, mas foi bom.

A justificativa? Conversando com minha irmã hoje, enquanto tomava um café e comia um cheesecake, ela falou para mim que o nome do blog "Quebrando as Regras" já não fazia mais o menor sentido. Hoje em dia eu sigo as regras, correspondo às expectativas, já não sou mais tão divergente assim. Será que estou ficando velho?

E ela tem razão, mesmo o endereço do blog, "Blah No More", já está meio decaído, as vezes até o blah estou aceitando, não porque gosto, não porque sou cômodo, mas porque é o que tem pra hoje.

Então a ideia se alterou, tudo que eu escrevi continuará aqui, o blog continuará aqui, sempre, ou enquanto o Google permitir, rs. Mas uma nova ideia se inicia, a ideia de começar de novo. A partir de agora você poderá seguir o blog Projeto Marco ZERO. As vezes precisamos começar tudo de novo para nos encontrarmos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Coragem

Até onde ir?
O que fazer com o medo de ir para o lugar errado?
Por que tanto medo de que as coisas mudem?
Por que querer tanto que as coisas mudem?

Parece que deixar rolar nunca foi uma opção
A necessidade de controlar tudo e todos
Como um polvo esticando todos os braços
Para ter tudo a mão

Motivos para ficar onde está há de sobra
Razões para se mexer faltam
Mas e este incomodo que sente
As pernas inquietas

As vezes corre em círculos
Para não precisar correr para frente
Outras vezes dorme
Para não ver passar o tempo

Não sabe para onde ir
Mas deveria?
Um mundo desconhecido o aguarda
E isso o deixa aterrorizado

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Corra humano corra



Se houvesse apenas um caminho certo nesta vida
Um único caminho
Todos os outros provariam que você é humano

Choros, sorrisos, feridas
Seriam apenas reflexos no espelho
Desta corrida contra o tempo

Um grito rasgaria o véu da consciência
Quem sou eu?
Quem é você?

Não escute o que estou dizendo agora
Corra, corra, corra da verdade
Você ainda está no caminho errado

domingo, 15 de julho de 2012

Sete chaves



Tantos anos a procura
Finalmente com todas as chaves na mão
Já não há mais portas para abrir
As paredes no chão
Batentes em cinzas
De que valeu tudo isso?

Perdido, sem rumo
Já não existem mais caminhos
Mas andar é preciso
Com os pés arrastados
O frio contraindo os braços

Silêncio, apenas silêncio
As lágrimas brilham ao luar
O choro para dentro
Aprendeu sempre a ser forte
Homens não choram

Sete chaves
Sete histórias
Sete passados
Duas pessoas
Três destinos
Um não se realizou

domingo, 13 de maio de 2012

Falta um título

Texto gentilmente cedido pela minha amiga Luciana Ferragut.

Eu só queria que tudo isso acabasse. E não me pergunte o que é esse tudo isso, porque nem eu sei.

Eu só estou cansada disso. Mas eu não sei se isso é minha vida, se são as pessoas dela.  Ou se é a falta de tudo isso, falta da vida, falta de algo na vida, falta de uma pessoa na vida ou falta de algo nas pessoas da minha vida.

Sei lá, é muita coisa. Não estou reclamando do que eu tenho, só estou reclamando do que eu não tenho. Pode isso? Porquê na verdade, nem eu sei o que me falta, mas eu sei que falta. E é uma falta grande, já que nada consegue preencher. Me falaram que eu primeiro preciso saber o que falta, pra poder preencher. Mas como vou saber o que falta, se não conheço o que me falta, mas já sinto a falta.

Só sei que quando eu descobrir, vou ter vontade de acordar cedo. Faça chuva ou sol, não importa sem tem prova, se tem chefe, se meu nariz está escorrendo, se meu salário já acabou. Eu vou acordar e sorrir, porque não vai faltar mais nada.

E eu sei disso tudo, porque eu já acordei sorrindo, mas eu sei que não era aquilo que me faltava. Afinal, por causa disso eu também já acordei chorando, já tive vontade de nunca mais acordar.

E eu sei, que quando a coisa que falta chegar, ela não vai embora. Porque ela só existe pra me preencher e não me chamem de egoísta, porque eu sei que o que falta, sente a minha falta. Porque a dor aqui é surpreendente, impossível não ser lá também.

E quando tudo for preenchido, vai ser mágico. Mas tenho uma leve impressão que vai ser o ultimo dia que levantarei sorrindo, porque eu não precisarei de mais nada. E quando não se precisa de mais nada, dizem que sua missão acabou.

É, quando essa coisa chegar serei uma alma evoluída. Acordarei só mais uma vez pra sorrir. Parece triste agora, rápido demais. Mas eu vou ter essa coisa, e estarei feliz. Nada mais vai importar. Preenchida. Sorridente. E nada mais.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Algo sagrado

Ele pega a caixa de cima do armário, coloca a caixa no chão, em frente a cadeira, e senta. A penumbra em que se encontra o quarto deixa tudo cinza.


Ele abre a caixa, porém não consegue enxergar o fundo dela, mas ele continua olhando, desejando o que está lá dentro.

Sua cabeça cheia de pensamentos vai se acalmando, a escuridão do interior da caixa o toma lentamente, como uma névoa fria e úmida.

Ah! Esta sensação de solidão, tão agradável, como se o mundo não existisse, tudo havia sumido, e o ultimo pensamento que tinha era "Richard considerava sua solidão algo sagrado." (aqui).

Tantas horas no dia seguindo o script as vezes o fazia perder a noção do real e do imaginário, quase acreditava que existia um mundo com pessoas e coisas a fazer, quase acreditava que tinha um emprego, que tinha amigos e família. Mas quando acordava estava ele lá, na completa escuridão, sozinho, em um mundo onde nada existia a não ser seus pensamentos em um eterno lusco-fusco.

Ele gostava de existir, sua existência era confortável, calma e agradável. Na maior parte do tempo: azul.

Era quando as coisas ficavam mais ou menos alaranjadas que acontecia o amanhecer, sentia necessidade de multiplicar sua existência, simplesmente existir parecia meio vazio, ele implodia para fora, entrando ao sair de si mesmo várias e várias vezes, tantas quantas fossem necessárias, milhares, bilhares de vezes, até que existia tantas vezes que um universo totalmente novo surgia, clareava em um esverdeado quase ofuscante.

É tanto tempo vivendo consigo mesmo que esqueceu quem era, e deixou de se reconhecer nos outros rostos, era um estranho para si mesmo, 6 bilhões de estranhos sendo parte da mesma essência sem se conhecerem mais.

Mas agora chega, todas as consciências devem voltar à origem para dentro da caixa, para fora da imaginação, ser uma só, apenas existindo, e nada mais.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Uma curta estória sobre o falso verdadeiro amor

- O que é isso?

- Gasolina.

- Por que você trouxe gasolina?

- Ora, todos falam que é amor quando queima por dentro, só estou tentando acelerar o processo.

- Não acho que isso seja uma boa ideia.

- Vá por mim, olha só, todo mundo fala que o amor preenche, a gasolina irá preencher, é só tomar bastante. Falam que o amor de verdade queima dentro do peito, e eu trouxe fósforo...

- Espera, espera, espera, isso está ficando perigoso.

- Está nada, veja, depois falam que o amor mata, corrói. Bem, a gasolina que eu saiba corrói, e com certeza morreremos. É perfeito, amor é gasolina. Só que ninguém havia contado isso para nós.

- Eu ainda acho uma má ideia.

- Má ideia nada, tome, vamos...

[glub, glub, glub]

- Minha vez...

[glub, glub, glub, coff, coff]

- O gosto é horrível.

- É, mas não falam sobre o fel gosto do amor, está aí, amargo como gasolina. Agora eu acendo o fósforo e nos beijamos, assim iremos ter um final feliz com o ultimo beijo.

[KABUUUUUUUUUUUMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!]