quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Teoria da Felicidade

Durante o dia eu recebo inumeras frases, textos, apresentações em power point, videos e os mais diversos e criativos e-mails com a Teoria da Felicidade. São e-mails dizendo quais os segredos para se ter uma vida feliz, saudável, como encontrar a pessoa amada, como segurar a pessoa amada, como manter os amigos próximos, como perdoar. Estes e-mails mostram a você o quanto sua vida é bela, e dão exemplos de vidas infelizes para você comparar com a sua.

Antes eu lia todos estes e-mails, hoje eu filtro por assuntos mais interessantes e quando alguém manda só para mim, sem outros e-mails no remetente.

Mas essa teoria é falha, tudo que está escrito é bonito, coerente, e quase todo mundo concorda. Mas muitos destes e-mails estão rodando por aí a quanto tempo? Pelo menos 1 década, que é o tempo que acesso e-mail frequentemente. Estes e-mails já deram a volta no mundo mais vezes que o Lula. Se eles realmente funcionassem hoje teríamos uma sociedade mais amável, mais coerente, menos violenta, sem pessoas carentes, sem pessoas isoladas, sem grupinhos, enfim, uma sociedade linda.

Mas não funciona, as mensagens são lindas e blah blah blah, mas enquanto as pessoas não começarem com uma atitude, começarem a reagir, a fazer o que se propoem a fazer, de nada adiantará ficar encaminhando milhares destes power points bonitinhos.

E eu não falo só de fazer a sua parte, como aqueles "estou fazendo minha parte, blah blah blah, cada um tem que fazer a sua". A sociedade é uma rede neural altamente complexa e mergulhada no caos, se não cobrarmos os outros de fazerem sua parte, ninguém fará, não adianta você fazer a sua se não cobrar as pessoas ao seu lado.

Não basta simplesmente vibrar, você deve vibrar as unidades ao seu lado e forçar elas a vibrarem outras...

Bem, se você chegou até este ponto do texto vai perceber que todo ele só é mais uma Teoria da Felicidade tentando argumentar e falar mais um pouco de como as coisas deveriam ser. Neste momento este texto se auto-explode porque critíca a si mesmo, entrando em contradição ele some em uma fumaça branca de insight.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Número 3

Se existe algo que me deixe estranhamente atraído são números... sim números. Tudo no universo tem uma equação matemática que explica ou complica cada coisa.

Talvez se existe uma equação que me explique seria:  

8 = ((-1) * 3) U 3

Teóricamente impossível? Sim. Na verdade é impossível, mas este sou eu. Eu me enquadro nesta equação sendo o número 3. Sim, o número 3 mesmo, não é engano. Sempre que você ver um número 3 por aí caminhando poder ser eu.

"O três é o número natural que segue o dois e precede o quatro. O 3 é o segundo número primo e o primeiro número primo ímpar. Para além disso, o 3 é o primeiro número primo de Fermat (n = 0), e o número primo de Fermat seguinte é o 5. É o segundo número primo de Sophie Germain e o segundo número triangular." (by Wikipedia)


Na verdade quando me defino como número três é pelo que ele significa para mim. Por muito tempo o número que menos gostei foi o número 3 e o número que sempre gostei foi o 8. Com o tempo o 8 foi ganhando significado simbólico, ele se tornou um número de sorte, 8, 18, 28, 88 e assim por diante. Ele se tornou o simbolo do infinito quando deitou-se na minha frente, assim ele se tornou meu universo.


Então certo dia divagando sobre o número que as pessoas consideram número do azar, senti uma certa afinidade por ele, o número 13 me tocou, e então comecei a segui-lo. Eu tinha um novo interesse, e contrário a todos agora o número 13 era meu número da sorte. Ainda gostava do número 8, mas comecei a perseguir o número 13.



Mas eu não parei por aí, logo depois assisti o filme Número 23, e o número 3 me trouxe uma nova visão. Foi então que percebi que não eram os número 13 ou 23 e sim só o número 3. Ele que eu não gostava na infância era parte de mim, e eu não gostava do número 3 porque eu não me aceitava de verdade. E vi que o número 3 era parte do meu número 8.

O número 8 é formado por dois números 3, um de frente para o outro, e um destes número 3 sou eu esperando que a vida me traga o meu par, me complete, não numericamente, mas simbolicamente, que traga o amor da minha vida para que assim eu possa completar meu universo.

Demorei muito tempo para entender a minha vida e o que eu buscava nela, hoje em dia as coisas são nítidas, mas ainda com um futuro incerto, aprendi a esperar e a observar calmamente as pessoas que atravessam meu caminho. Hoje sou número 3, mas sei que um dai encontrarei meu par e seremos eternos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

G.

Aqui vai uma contribuição da minha amiga Lívia que me prometeu um texto surreal.
 
A realidade ao avesso, a mentira que parece fato, quero escrever você surreal.

12, 11, 10... num relógio que anda para trás, olhei seu eu no mês de novembro. A distância dominava, me cobria com uma manta branca repleta de flores coloridas, combinando assim com as minhas reflexões, com o que eu imaginava, com o que eu queria para mim.

Entre fotos, fui montando as peças do quebra-cabeça. Eu queria algo mais palpável, mais concreto: descobri seu gosto pelas suas comidas, senti seu cheiro pelos lugares que você havia passado, toquei você em suas companhias, entrei dentro da sua criatividade...

Depois desse momento, tudo ficou pronto. Agora só restava te comparar com a capa do jogo, agora só restava um problema: a capa do jogo estava com você.

Ansiosa e sendo rasgada ao meio. De um lado, por um quadro impressionista perfeito. Um caminho largo e longo, cheio de sonhos, seguindo em direção ao infinito. Em suas margens, acompanhado por imensos ipês amarelos. Do outro lado, pela verdade em forma de revolver. Carregado e pronto para disparar o tiro; a bala que assusta e ensurdece, a bala furando o balão da vida, da magia. Fiquei do lado da realidade, tenho medo de voar.

Não quis esperar mais nenhum minuto. Condicionei minha mente a te perceber como algo trivial, porém, quando você chegou, mal notei a cor dos seus olhos. Eu e você no mesmo lugar, eu ainda tentando encaixar a imagem que eu tinha de você à sua. Tirei os sapatos e cruzei as pernas. Eu não era assim, queria começar tudo de novo.

Escuro. Silêncio. Distração.

Luz. Distração. Novamente, eu e você.

Qual é a coisa mais vazia do mundo? É estranho como ela pode chamar tanto à atenção, como sua essência pode ser tão rica e instigante. Eu gosto de número par, eles são completos, puros. Acredito que um mais um resulte dois. Você deu ímpar, não sei por quê. Mas ao mesmo tempo você se faz par desse algo vazio. Acabou por me provocar, por me deixar no interesse. O vazio nunca é insignificante.

Por meio de números e letras fomos dançando a música do tempo, até o dia em que ela parou e nós continuamos; a hora não importava. Nesse dia eu quis matar, mas como matar se eu já estava morta? Seu realismo triunfante me derrubou no final da madrugada. Paralisei. Tornei-me uma lágrima enorme de tristeza. E somente assim tomei uma decisão. Como as almas fazem com seus assassinos, quis te perseguir.

Consegui. Escuro, desta vez longe de mim. Por que eu não ser eu quando estou com você é tudo o que acontece? Somos equações intermináveis, histórias sem fim. Eu não enxergo seus passos, não sei que direção quer escolher, só sei que não tem pressa. Fico tímida ao seu redor.

Enquanto não tenho certeza sobre a imagem do jogo e a imagem verídica, vou falando. A gente se insiste um no outro, a gente se provoca, acho que até mais que o limite. Falta ação, falta físico. Ainda mais agora que você com o seu jeito sutil me fez ficar calada. Sim, pode até ser drama, mas dramas são sempre mais reais que as ficções. Ficções são surreais como você, são surreais como o jogo que escolhi brincar, são surreais como as peças que talvez se percam por aí...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Meia-noite no jardim do bem e do mal

(Título do post inspirado em filme do mesmo nome.)

Se você não leu a primeira parte desta história, clique aqui e leia "Cinza".

E a jornada continuava em busca daqueles olhos que encantaram um pobre sonhador que nada mais fazia a não ser cuidar de seu próprio mundo.

Por muitas noites ele vagou, de sonho em sonho, entre devaneios e pesadelos. Era tão obstinado que ia dormir antes do sol se por, e acordava já no meio da manha, quando o sol estava lá em cima, bem no alto.

Foi perdendo seus dias, perdendo a noção do real e imaginário, da lucidez e do sonho. Sua barba e cabelos cresceram. Seu rosto já era irreconhecível. Sentiasse fraco demais para para levantar-se da cama. Começava a falar sozinho durante o dia em seu apartamento de 1 cômodo. A luz já não adentrava mais a janela.

Obsecado pela mulher de azul, estava trocando cada dia mais a vida real pelo mundo dos sonhos, até que um dia ele não acordou. O sino já badalava 12 vezes e o sol culminava no céu, mas ele não acordou.

Estava preso e não sabia aonde. Não entendia como tinha chegado até alí, e não sabia como voltar. Seu corpo e suas roupas ainda eram cinzas, mas como cada um sonha de um modo diferente, ele estava em um jardim verde escuro, a lua estava lá em cima no céu, aquela que foi sempre sua companheira durante todas estas andanças, mas hoje as nuves encobriam sua luz.

Não conseguia entender, durante todo este tempo foi capaz de vagar entre os sonhos de cada ser vivo neste mundo, invadiu cada pensamento, cada mente adormecida, atravessou cada um que estivesse sonhando. Mas agora se encontrava em um jardim escuro com um poço, daqueles bem bucólicos, no meio e 6 bancos bancos rodeando esse poço.

Ao sul um portão alto em forma de arco e com três gárgulas mal encarados olhando para fora do jardim. Ao norte um portão alto e retangular com três querubins, 2 armados com arco e flexa e o do meio segurando uma espada apontada para o poço.

Mas não importava quão assustadores fossem as imagens, ambos os portões estavam trancados e a volta toda havia uma cerca que impedia a entrada ou saida de alguém.

De repente um sino começou a tocar e após a décima segunda badalada um vento forte começou a soprar, a lua deixou de ser tímida e resolveu se mostrar.

E com a luz da lua aquele jardim escuro se mostrou mais aterrorizante. As sombras formadas pelas arvores pareciam almas torturadas. E com um rangido forte o portão ao norte se abriu dada a força do vento.

Assustado ele olhou em direção ao portão e viu que o vento ainda acompanhava aquela mulher de vestido azul, ela caminhava em sua direção com um ar triste. Ele tinha certeza agora que ela deveria ser uma bruxa ou uma feiticeira.

Ela contornou o poço, caminhou em direção a ele.
- O que está fazendo aqui? - Ela perguntou olhando com um grande pesar em seus olhos.
Neste momento ele sentiu o peso de sua jornada.
- Estive atrás de você desde o dia em que te vi, me apaixonei por teus olhos, não pude evitar.
- Este é o meu mundo, o mundo de onde vim, mas aqui não é um mundo de sonhos como o seu. Atrás de você, ao sul, todos os mundos antes deste são de sonhos, atrás de mim, ao norte, é para onde vão as almas que já não sonham mais, e sua jornada na terra acabou, elas tomam aquele caminho para serem julgadas e tomarem um novo rumo.
- Você quer dizer então que estou morto?
- Não, eu quero dizer que você está no lugar errado, vou deixa-lo partir pelo portão ao sul, mas você não deve voltar aqui até chegar a hora em que você for chamado.
- Mas eu não quero voltar eu vim até aqui para ficar com você, para ficar ao teu lado, não importa como.
- Ninguém pode ficar aqui comigo, ou você toma o caminho ao norte, ou você segue para o sul, neste jardim só eu permaneço.

Neste momento um vento forte voltou a soprar do portão norte, tão forte que começou a arrasta-lo em direção ao portão sul. Ele havia entendi o recado e sabia que não poderia ficar lá. O vento ficava cada vez mais forte e o jogou contra o portão sul. O gárgula olhou para tras, viu o homem prensado contra o portão e o abriu, e o vento continuou a arrasta-lo através dos vários mundos de sonhos até cair em si, deitado na cama de seu apartamento, ensopado de suor.

Ela ficou lá, olhando para ele enquanto se afastava quicando pelo chão cheio de terra e folhas. Sabia que se alguém neste universo fosse amá-la, este alguém seria ele e só ele, e neste mesmo momento ela percebeu que o amava, e por isso que ao observa-lo em seu mundo havia se perdido do caminho daquela vez.

Ele, ao acordar em seu apartamento, estava desorientado, mas resolveu seguir adiante, levantou-se, tomou um banho, fez a barba, e iria seguir sua vida com a mesma vontade de viver que tinha antes de conhece-la. Pois ele sabia que quando chegasse a hora certa ele teria que atravessar aquele jardim novamente, e então ele teria outra oportunidade de encontra-la.

Cinza

No meio de um sonho monocromáitco, caminhando por entre a selva, sinto algo me vigiando... e cada passo que dou sinto seus olhos em minha nuca, sinto seus passos seguindo os meus.

Procuro, me viro, olho, e não vejo nada, sempre parece que estou sozinho, mas aqueles olhos me perseguem. Tudo o que vejo é a paisagem cinza.

Então percebo algo azul entre as folhagens, me assusto e corro, corro o mais rápido que posso, mas uma sensação que não irei escapar suga minhas forças, como pode algo colorido em meu mundo de sonhos?

Me abaixo esgotado, ofegante, vejo uma clareira iluminada pela lua. Corro para o meio da clareia e fico dando voltas procurando o que me persegue. Mas a luz da lua cheia ofusca minha visão.

Novamente os arbustos se mexem, assusta num salto viro em sua direção, e lá está aquele borrão azul vivo, destoando de todo meu mundo.

O vento que vem de sua direção sopra cada vez mais forte e o medo me deixa petrificado, não consigo mover um só musculo, e todos eles doem de tanto se contrairem.

De repente surgem olhos curiosos de tras de uma arvore, olhos doces e curiosos, e uma mulher com um vestido rodado começa a caminhar em minha direção.

Ela é tão branca que parece um fantasma, mas qual fantasma teria tamanha beleza? A cada passo que dá em minha direção o vento aumenta, e seus cabelos castanho quase avermelhado formam desenhos no ar. Já não sinto mais medo, porém percebo que seus olhos não são mais de curiosidade, são olhos perdidos.

Ela chega a mim e pergunta.
- Onde estou?
- Em meus sonhos. - Eu respondo com dificuldade por conta do vento.
- Eu deveria estar em meus sonhos, não nos teus.
- O vento, você pode parar o vento? - E com um suspiro profundo ela acalma os espíritos da floresta, da minha floresta.
- Eu estou perdida, não sei como vim parar aqui, ou porque vim parar aqui. Você sabe quem sou eu ou como voltar para meu lugar?

Eu realmente não sabia quem ela era, nunca havia visto aqueles olhos, aqueles lábios, aquele rosto em minha vida. Mas como ela podia entrar em meus sonhos e controlar tudo que havia nele? Eu não sabia o que dizer a ela.

- Eu preciso voltar ao meu sonho, mas não sei como cheguei até aqui, e não sei como sair, você pode me dizer como eu posso voltar?

Já sem saber mais o que fazer, e encantado por aquele anjo eu falei a coisa mais estúpida que eu poderia ter dito

- Siga em direção ao norte, você encontrará uma estrada de asfalto, nela pegue a direita e siga em frente, você encontrará o limite dos meus sonhos nessa direção.

Ela agradeceu e se foi, e no meio do cinza de meus sonhos eu vi aquele vulto azul desaparecer. Quando parei de senti-la em meu mundo tive a certeza que ela não estava mais lá, então senti um vazio dentro de mim que chegava a me machucar. Deitei olhando a lua percebendo que estive diante do amor de minha vida, e não a reconheci.

Hoje me pergunto se ela conseguiu encontrar o mundo de onde veio. Ou se está perdida por aí, vagando de mundo em mundo, de sonho em sonho, procurando ainda o seu lugar neste universo.

Por um tempo esperei que ela voltasse, depois desisti, não só de esperá-la, mas também de sonhar. Hoje percebo que tenho que correr atras dela, pois sem ela minha vida não tem sentido, e meus sonhos são vazios demais.

Então, toda noite me preparo para mais uma jornada, vagando de sonho em sonho, de mundo em mundo, esperando encontrá-la, esperando achar o mundo dela, ou encontrá-la no mundo de alguém, ainda perdida.

Não tenho certeza se ela realmente é meu grande amor, mas são poucas as certezas que este universo nos oferece, temos que lutar por algo, lutar por aquilo que parece ser certo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Miragem

As vezes fico tão próximo de você que parece que posso tocar teu coração, e enquanto olho nos teus olhos gostaria de sussurrar no teu ouvido tudo aquilo que guardo para mim todo este tempo.

Então você sorri e eu fico sem jeito. As palavras não importam quando as mãos estão atadas. Quando penso em te tocar a imagem some no ar, como se eu tocasse uma miragem.

E sempre foi assim, você perto, e você longe de mim. Sempre em meu pensamento, desde o primento momento.

As rimas escapam de meus dedos como se eu não soubesse mais o que está havendo. Embora sei bem como você mexe comigo, como você sempre mexeu.

E assim eu sigo, com meu corpo parado, olhando o infinito. Enquanto minha'lma caminha neste deserto perdido entre as muitas miragens de você.

E eu sei, que entre tantas alucinações, você é alguma delas, mas nunca saberei até conseguir tocar o teu rosto e assim, beijar a tua boca.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Qual o tamanho do teu sonho?

Ano novo? Sim. Vida nova? Não.

Todo começo de ano é assim, a promessa de uma vida nova. Mas não acho justo que se deixe de lado tudo que se viveu para iniciar uma vida nova. Que o começo do ano é o inicio de uma nova era, ninguém iria discordar, mas também é a continuação de uma longa caminhada.

Acho que estamos em uma boa época para colocar em prática nossos sonhos, tentar iniciar a jornada para atingir metas. Hoje eu tenho duas opções continuar a viver exatamente como estava vivendo até dia 31/12/2009 ou dar o primeiro passo para minha metas, para os meus sonhos.

É fato que se não fizermos nada, absolutamente nada de diferente irá acontecer, então está na hora de começarmos a nos mexer.

Bem, de 2009 eu levo algumas lições:

A luz não existiria se não fosse a escuridão, assim não existiriam pesssoas boas se não fossem as pessoas más... Quase tudo na vida tem dois lados, e temos que ter em nós um pouco de cada um desses lados para que possamos viver em um equilibrio, e saber distinguir um lado do outro, o certo do errado.
A minha grande verdade de hoje pode ser minha grande mentira de amanha. As coisas mudam e temos que aceitar essas mudanças, porque lutar contra elas as vezes só causa mais dor.

Promessas de ano novo? Sim, mas estas eu guardo só para mim.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

É Natal

Mais uma vez é Natal. Percebo conforme os anos passam que a magia em volta do Natal se esvai, a cada ano que passa essa data se torna apenas mais um feriado ao invés do dia mágico onde toda a família se reunie e trocamos presentes.

Não, eu não fico mais esperando um grande brinquedo que fiquei três meses pedindo insistentemente aos meus pais. Também já não espero mais a vinda do Papai Noel, hum... e nem do Coelhinho da Páscoa e nem da Fada dos Dentes... Talves daqui há alguns anos eu me transforme em Papai Noel... hum... e provavelmente eu nunca me fantasie de Coelhinho da Pásco, é meio gay...

E todo ano é aquela mesma piadinha: nossa, você faz aniversário na véspera de Natal, você deve ganhar só um presente né?!

Quando eu era criança essa frase poderia me deixar triste ou nervoso, mas hoje em dia?!?!?!

Pois é, também faço aniversário na véspera do Natal... e não, minha mãe nunca pretendeu me chamar de Natalino e nem Jesus, muito menos Vesperanto.

No passado também esperava ansioso o meu aniversário, o dia do meu aniversário... Ah! Ficar mais velho, um passo a mais para a independência, para aquilo que os adultos sempre fazem... Mas acho que nunca parei para ver o que eles tanto faziam, se tivesse parado para observar um pouco só, cada aniversário seria um martírio para a chegada da vida adulta, eu iria querer ser criança para sempre, sempre, sempre e sempre.

Lista para as coisas legais de quando eu crescer:
- Ter um carro super maneiro e viajar o mundo inteiro com ele (3 problemas: comprar o carro, colocar gasolina no carro, ter tempo para tudo isso)
- Ter 5 empregos super maneiros ao mesmo tempo: engenheiro automobilistico, investigador, astronauta, lutador de vale-tudo e ser superpoderoso (sim, para mim isso era emprego, e não sei como faria para trabalhar nos 5 ao mesmo tempo)
- Ter muito dinheiro (eu realmente achava que isso era fácil)
- Ser mestre em todas as artes marciais (eu também achava que isso era fácil)
- Morar sozinho numa casa super legal desenhada por mim (eu realmente gostava de gastar quando era criança)
- Hobbies: pilotar aviões, viajar o mundo conhecendo tudo, colecionar armas, construir armas medievais

Bem, até hoje, consegui comprar meu carro, tenho um emprego de analista de sistemas, já viajei para alguns lugares bacanas, não sou rico mas vivo bem, vivo bem e ainda com meus pais, e meu maior hobbie é ler. Ah! já treinei Hapkidô, sou faixa laranja de Karatê e amarela de Taekwondo, nesta mesma ordem, mas hoje sou sedentário mesmo.

O tempo passa, ganhamos experiência... na verdade não ganhamos experiência de graça, a vida nos cobra algumas coisas por estas experiências.

Enfim, é Natal, todo mundo fala que é tempo de paz, tempo de amor. Eu achava que todos os dias do ano deveriam ser de paz e amor, bem hippie assim.